quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Primavera No Céu Do Aribiri
Andar parado, feito o garoto da fábrica, entre o Morro do Jaburuna e o Convento da Penha, quando toda vila exala o cheiro de chocolate, faz lembrar o Hobbit quando ao andar pelo vale das sombras, na angústia da escuridão, ao enxergar um pedaço de sol, resolve subir nas árvores até o topo, e de cima consegue respirar o alívio, a saída do sufoco, na primavera das flores rosadas junto ao crepúsculo. Aqui são acácias, flambuaiãs, mangueiras, coqueiros, pinheiros, rimas, diferente do Hobbit, mas junto ao filme vejo um mar de castanheiras que combinam ao sabor do chocolate, e sinto a possibilidade de andar sobre as copas, na gramínea dos ramos. Aqui há janelas no céu lampejadas de prata, cujas nuvens passeiam com mais leveza, formando espelhos e plataformas bem divididas pelos blocos de nuvens, cuja alvorada forma cordilheiras lá pelo ocaso do mar de Itapuã. Vejo um céu abençoado pela natureza junto à força do homem. Sei que a fábrica de chocolate, cada vez menos Glória, distancia-se na neblina, quando o tempo se fecha e o Convento fica muito embaçado, e sei dos contrates com a vila e o Morro do Jaburuna, mas há de habitar e percorrer os campos, cravar as mãos, a boca nos serenatas, subir à penha do ConventoJaburuna, pra fazer amplos os percursos, sem abafar ninguém.
8 de Dezembro, 2014.
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