domingo, 22 de fevereiro de 2015

A Nova Esquerda Sabe Dançar


Meu Deus, Deus está morto!? É a frase do aluno ofuscada pela coroa de estrelas centralizada e margeada por listras vermelhas e brancas da bandeira imperial na testa do inventor bem-sucedido, criador de armadilhas pra pegar pato. A nova esquerda questiona o sacrifício, principalmente quando a entrevistadora se vê com estrelas cancerígenas dentro do corpo, mas sem o apego que as façam apagar, de um namorado, de uma irmandade, de uma seita, de um partido, é convertida, e vê brilhar ainda mais as estrelas da nova esquerda. Isso porque o mal só existe por conta do livre arbítrio, e Deus só o concede para que seja o bem vitorioso. O professor que é o mal é atropelado, e cai na armadilha. E o aluno, sua antítese, o convence de que sua moral apesar de todo o seu ateísmo é cristã, e quem ele quer reprovar é Deus, não ele, por ódio ou por vingança. A garota que apanha do pai muçulmano e fundamentalista por confessar ser cristã é convertida e cai na armadilha, aumentando a luminosidade da coroa de estrelas. E o herói comanda o cortejo para o show de rock gospel, com os personagens citados, o professor atropelado, e ainda outros não citados, inclusive um chinês, estrategicamente posicionado no extremo ocidental do mapa, com sua estrela amarela ofuscada. Dois padres repetem que Deus é bom para manter a calma diante de algumas falhas de ignição do carro que pretendem alugar, levado a eles por mão divina, pois no final, é a fé que o faz funcionar. E o professor é convertido com a benção dos padres, que por um acaso divino o encontram na estrada, com o cortejo dançando o rock da crença no Deus que sabe dançar. A nova esquerda senta à direita do imperialismo, e sabe dançar. Sim, ainda é o homem que dança, cria, e como não pode fazer muita coisa avacalha.

26 de Janeiro, 2015.

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