sábado, 14 de fevereiro de 2015
Geologia Do Parágrafo Na Formação Paratodos
Soa uma ideia no seu ouvido, pra implodir parágrafos, escorregadios como limo, firmes como o peso dos degraus. Isso de estar dentro ou fora do barco percorrendo as ruas vazantes, descobrindo pedações de paredes, ostras não corroídas, guardando gestos do entorno, se parece muito com a gestação, mas quem dá a ideia tem de saber onde colocá-la. As locas aguardam as águas da preamar, da baixa-mar, formam-se de prata peixe, bamboleio, caranguejo, e o costado sempre brilha, curtido de vida. Mas isso é de filho, é de mãe, é de mar e céu, se a terra trouxesse só assim com o sol, saberíamos que as garrafas pets, sacolas plásticas, aços, madeiras, engenhos de trapiches, ao invés de dar ideia só desmancham a festa dos debaixo, que quando sobem recebem uma sacola de lixo dos de cima, e sem saber da deterioração que receberam seguem as regras do mercado. Queremos nos ver no poço de petróleo, na camada pré-sal com o cristalino tocando os grãos de arei até subir, e na vazante da preamar, da baixa-mar, vermos a cidade que construímos, sem debaixo, sem de cima, tudo ostra, loca, gestação da vontade de dentro com a de fora, onde não há delações premiadas de gestões anteriores, onde não segue a regra do mercado, e só há mercado na gestão do comum, na gestação anterior, presente paratodos.
13 de Novembro, 2014.
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