sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Os Incompreendidos: Dilma, Mídia e Poesia


Vá para a Escadaria do Rosário, com seus sarais exercícios, corporais, espaciais, medicinais, de subidas e descidas, prosódia rap, do centro que leva à cidade alta, à cidade baixa, à fala MarginalES, de fanzines entalhes. Agora pensando, vejo o motivo de ter falado sarais ao invés de saraus numa entrevista que dei hoje cedo para um grupo de meninas do Colégio Estadual, que me pediu pra falar um pouco sobre o cenário da literatura produzida no Espírito Santo. Estávamos no entorno da lagoa da UFES. Foi só me despedir das meninas que vi a gralha voando em busca de um lugar. É... A vida é feita de improvisos, imprevistos, ensaios que tocam todo o presente. Aí me veio à memória o filme “Os Incompreendidos”, de Francois Truffaut, do menino que ele foi, quando um professor de inglês o pediu para pronunciar uma palavra de maneira correta encostando a ponta da língua entre os dois dentes da frente, recebendo a resposta de que nem todo o mundo tinha a técnica na ponta da língua. Então o professor explode e o manda sair de sala. Ri um pouco da lembrança constatando que a Dilma é uma Incompreendida. Sim... Porque a vida é complicada, foi a resposta que ela deu à Miriam Leitão. E isso aqui é um debate ou o Caldeirão do Hulk?! É... Nós, Os Incompreendidos, muitas vezes pensando, surge um mundo às nossas costas e outro à nossa frente, no entanto, não temos medo, nos lançamos ao existir, mergulhando e saindo pra respirar não voltamos sozinhos, trazemos mundos submersos, no mergulho que fazemos neste mundo, revitalizando o fôlego, os poros, os filhos do passado e do futuro, no presente. E nenhum de nós quer mergulhar em Caldeirão, no preparo pra Leitão. E tudo se explica, desdobrando, a gralha vira garça, a lagoa canta (soa) língua dobrabil.

31 de Outubro, 2014.

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